Crises de imagem na política – A hora é agora!

Estamos a caminho das eleições de 2018 e, mais do que nunca, pululam as crises envolvendo partidos e seus representantes no Legislativo e Executivo. Os motivos são diversos – desvio de verbas, posicionamentos públicos inadequados, projetos de efetividade duvidosa e impopulares. Como ponto em comum de todas essas situações, uma característica: a capacidade de desagradar e mobilizar a opinião pública e gerar repercussão negativa na mídia e nas redes sociais.

Está faltando mapeamento de riscos, leitura de cenários e gerenciamento de crises nos diretórios dos partidos e gabinetes de governantes e legisladores. Na maioria dos casos, não há profissionalismo e visão de comunicação nas tentativas de gerenciar situações de conflito com a opinião pública.

O resultado são posicionamentos apressados e equivocados, despreparo de porta-vozes para lidar com a mídia, pedidos de desculpas que soam falso. Tudo isso acaba por reverberar ainda mais as crises e atingir a reputação do partido e do(s) nome(s) envolvidos.

Quem tem alguma pretensão para as eleições de 2018 deve fazer agora o seu mapeamento de riscos de crises. Afinal, ninguém está imune a uma crise. A gestão de crises deve ser pensada de forma preventiva, para evitar surpresas desagradáveis e inoperância no momento em que é necessário agir.

Quem almeja a confiança dos eleitores e deseja resultados positivos nos próximos pleitos deve, a partir dos riscos mapeados, elaborar seu plano de contingência para uma eventual crise. A elaboração de um plano de contingência não pode acontecer na hora em que crise acontece. Portanto, o momento para pensar nisso também é agora.

O plano de continência contempla alguns processos críticos, define posicionamentos e elenca as pessoas que precisam compor um comitê de crises e seus papeis. A partir do plano de contingência, porta-vozes são preparados (media trainning) e todos os envolvidos na gestão de uma crise sabem o que precisam fazer.

Uma crise de imagem pode ser superada com agilidade, transparência, posicionamento transparente e coerente e muita comunicação. Gerenciar (bem) uma crise de imagem ajuda a salvar a reputação, um ativo fundamental na política. E este é o maior patrimônio que um partido, governante, parlamentar ou candidato pode ter, construído ao longo de anos de uma trajetória.

A reputação afetada por sucessivas crises de imagem é como uma ferida que não cicatriza. Por isso, é preciso atacar as crises de frente e evitar que elas se tornem um problema crônico na imagem, afetando sua própria sobrevivência como marca pública.

A superação de crises de imagem é fator diretamente relacionado ao sucesso do marketing eleitoral. Manter a reputação, por sua vez, é fundamental para o marketing político, ou seja, estratégico no longo prazo.

Não espere a crise chegar na sua porta e nem deixe que ela atinja sua reputação! A hora é agora.

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